5 March 2008
O que as marcas fazem quando não podem contar com os craques?

Recentemente, dois episódios abalaram o mundo dos esportes. As lesões de Ronaldo Fenômeno e do craque do basquete Yao Ming. Ronaldo sofre com a ameaça de ter que abandonar a carreira prematuramente e a lesão no pé esquerdo do astro chinês Yao Ming não permitirá que ele termine sua 6a temporada na NBA. E pode impedir sua participação nas Olimpíadas de Pequim, em meados do ano. O atleta é um dos mais populares nos 2 países, tanto na China como nos EUA, e é patrocinado, entre outros, por Reebok e Coca Cola.
É interessante ver como marcas que apostaram alto nestes craques vêm reagindo. A Nike, como se sabe, tem um contrato vitalício com Ronaldo. E a Reebok concentrou em Yao Ming grande parte do seu investimento destinado às Olimpíadas. Ambas foram rápidas em oferecer apoio aos atletas, usando estratégias semelhantes. Criaram projetos na web em que abrem espaço para que as pessoas ofereçam apoio e demonstrem o seu carinho, interesse e fé, servindo como ferramenta de motivação no processo de recuperação dos craques.
A Reebok (como bem mostra o post anterior da Carla, aqui) traz na página principal do site Reebokyao.com (sem versao em inglês), um ‘Yao-o-meter’, contador que mede o crescimento do apoio digital - cliques e mensagens e texto - oferecido pelos fãs. Já a Nike colocou no ar o Nunca Desista, um hotsite onde as pessoas podem enviar mensagens (via email e SMS) e vídeos positivos incentivando Ronaldo em sua recuperação.
Não sei se isso minimiza o prejuízo nem se serve como grande auxílio no tratamento mas, sem dúvida, acaba sendo uma maneira das marcas se posicionarem e ganharem ainda mais a simpatia dos fãs.


